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domingo, 26 de agosto de 2018

quarta-feira, 17 de maio de 2017

DIA DE COMBATE À LGBTFOBIA

17 de maio é o Dia de Combate à LGBTfobia!

Ué, mas não era à Homofobia?

Muita gente muito bacana e que super ajuda a combater à LGBTfobia, ainda não sabe a importância de se preferir o termo LGBTfobia ao invés de homofobia.

LGBT signigica Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros.

Dentro da comunidade LGBT, as diversas identidades que compõe essas letrinhas foram historicamente eclipsadas pela visibilidade dada aos homens homossexuais.

No início, ao invés dessa sigla, se usava o termo "comunidade gay". Daí dá pra ver como, de um ponto de vista histórico, os homens homossexuais sempre tiveram uma visibilidade muito maior no movimento. Ainda hoje, muitas pessoas continuam a usar o termo "Parada Gay", ao invés de "Parada LGBT", por exemplo.

Depois, a sigla usada pra designar a comunidade era GLBT. O L, que significa Lésbicas, foi para frente para indicar a necessidade de se pensar e de se tomar atitudes para contornar esse problema.

Com o termo homofobia não foi diferente: as diversas identidades LGBT passaram a questionar o termo por focar apenas nos problemas e dificuldades enfrentados pelos homens gays.

Daí surgiram termos específicos para designar os preconceitos existentes contra cada identidade. A lesbofobia, por exemplo, está ligada a "estupros corretivos" e fetichização. A bifobia, ao apagamento desse grupo e à crença equivocada de que bissexuais são, na verdade, gays ou lésbicas enrustidos. A transfobia está ligada às violências e a negação de direitos sofridos pelas pessoas que se identificam com um gênero diferente daquele que lhes foi designado quando nasceram.

Então começaram a surgir termos para tentar evidenciar a existência desses múltiplos preconceitos. Inicialmente, experimentou-se homolesbotransfobia. Grande e confuso. Chegou-se, então, ao simples, mas muito mais representativo, LGBTfobia.

Prefira esse termo! Utilizar os termos mais representativos é um jeito simples e prático de ajudar na luta contra a LGBTfobia.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

TATUAGEM

Esse rabisco, em breve, vai estampar meu braço para sempre.

Cis- é o contrário de trans-. Cis-tema é um trocadilho que indica o sistema cis-, ou seja, o conjunto de normas relacionados à heteronormatividade e à naturalização das construções de gênero a ela relacionadas. 

A ideia da tatuagem partiu de uma campanha estadunidense que está estampada na camiseta da foto abaixo. A minha tentativa foi adaptá-la para que ela ficasse mais parecida com um manifesto, como nas pixações políticas (já que a frase me chamou atenção justamente em forma de pixação, numa parede da Fafich).

Os dois símbolos de masculino intercalados remetem à homossexualidade entre homens, e o símbolo misto de masculino e feminino remete a performances de gênero masculinas não normativas, dentro da lógica cis-têmica (chamadas pejorativamente de "afeminação"). 


domingo, 17 de novembro de 2013

PEQUENO GLOSSÁRIO SOBRE DIVERSIDADE SEXUAL

Tenho visto cada vez mais o quanto é importante fazermos uma separação entre “sexo biológico”, “identidade de gênero”, “performance de gênero” e “orientação sexual”, porque cada uma dessas categorias se refere a um aspecto diferente da questão da diversidade sexual.

As sexualidades das pessoas são como palavras de um texto: cada uma tem uma fonte, um tamanho, uma cor, e uma formatação (negrito, itálico, etc.), e cada uma dessas características é independente das demais.

O “sexo biológico” define com que características relacionadas ao dimorfismo sexual da espécie humana o indivíduo nasceu. Esse dimorfismo está relacionado à cadeia cromossômica do indivíduo. Nesse sentido, uma pessoa pode ser “macho”, “fêmea” ou “intersexual”. “Macho” é a pessoa que nasceu com um pênis padrão. Essa pessoa tem um cromossomo X e um cromossomo Y. “Fêmea” é a pessoa que nasceu com uma vulva padrão. Essa pessoa tem dois cromossomos X e nenhum cromossomo Y. “Interssexual” é a pessoa que nasceu com um pênis fora do padrão, ou com uma vulva fora do padrão. Essa pessoa nasceu com um clitóris muito grande em relação aos clitóris padrão (no caso de pessoas com dois cromossomos X e nenhum cromossomo Y), ou com um pênis muito pequeno em relação aos pênis padrão (no caso de pessoas com um cromossomo X e um cromossomo Y), ou com um pênis e uma vulva (no caso de cadeias cromossômicas com características que não se inserem em nenhum dos dois tipos de padrão).

A “identidade de gênero” define como a pessoa se autoidentifica. Nesse sentido, uma pessoa pode ser “mulher”, “homem” ou “neutra”. “Mulher” é a pessoa que normalmente se sente pertencente à mesma categoria das outras pessoas que se apresentam como mulheres. “Homem” é a pessoa que normalmente se sente pertencente à mesma categoria das outras pessoas que se apresentam como homens. “Neutra” é a pessoa que normalmente não se autoidentifica a partir de categorias de gênero

A “performance de gênero” define como uma pessoa se comporta e que tipo de aparência ela apresenta. Nesse sentido, uma pessoa pode ser “feminina”, “masculina”, “queer”, ou “andrógina”. “Feminina” é ê pessoa que normalmente aproxima sua aparência e seus comportamentos de um ideal de feminilidade. “Masculina” é a pessoa que normalmente aproxima sua aparência e seus comportamentos de um ideal de masculinidade. “Queer” é a pessoa que normalmente aproxima alguns elementos de sua aparência e de seus comportamentos de um ideal de feminilidade e outros de um ideal de masculinidade. “Andrógina” é a pessoa cuja aparência e comportamentos normalmente não se aproximam de nenhum desses ideais.

A “orientação sexual” define por que tipo de pessoas o indivíduo se sente sexualmente atraído. Ela tem a ver com a “performance de gênero” dessas pessoas. Nesse sentido, uma pessoa pode ser “homossexual”, “heterossexual”, “bissexual” ou “pansexual”. “Homossexual” é o “homem” que normalmente se sente sexualmente atraído por pessoas “masculinas” e também a “mulher” que normalmente se sente sexualmente atraída por pessoas “femininas”. “Heterossexual” é o “homem” que normalmente se sente sexualmente atraído por pessoas “femininas” e também a “mulher” que normalmente se sente sexualmente atraída por pessoas “masculinas”. “Bissexual” é a pessoa que normalmente se sente sexualmente atraída tanto por pessoas “masculinas” quanto por pessoas “femininas”. “Pansexual” é a pessoa que normalmente se sente sexualmente atraída por outras pessoas, independentemente de sua “performance de gênero”.

Ademais, há duas relações entre essas categorias que também precisam ser entendidas. A relação entre “sexo biológico” e “identidade de gênero” e a relação entre “sexo biológico” e “performance de gênero”. Quando um “macho” se autoidentifica como “mulher”, ou quando uma “fêmea” se autoidentifica como “homem”, essa pessoa é “transsexual”. Quando um “macho” se autoidentifica como “homem”, ou quando uma “fêmea” se autoidentifica como “mulher”, essa pessoa é “cissexual”. Quando um “macho” é “feminino”, ou quando uma “fêmea” é “masculina”, essa pessoa é “transgênero”. Quando um “macho” é “masculino”, ou quando uma “fêmea” é “feminina”, essa pessoa é “cisgênero”.

Há denominações alternativas que, no entanto, carregam uma carga grande de preconceito. Uma delas é a de “travesti”, que se refere aos machos transgêneros. Outra é “afeminado”, que se refere aos machos femininos (e, portanto, transgêneros) ou queers. Essa denominação é especialmente problemática por que aponta a feminilidade como algo desviante para o macho. Ainda mais uma é “hermafrodita”, que se refere aos interssexuais que nasceram com um pênis e uma vulva. Outras denominações alternativas não carregam a mesma carga de preconceito, como os termos “gay”, para se referir a homens homossexuais, e “lésbica”, para se referir a mulheres homossexuais. Já os termos “viado” e “sapatão”, que têm a mesma finalidade, também carregam grande carga de preconceito.