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domingo, 21 de junho de 2015

TOP 10 CLIPES DE CHIQUITITAS (ANOS 90)


A primeira versão brasileira de Chiquititas estreou em 1997 e teve cinco temporadas. Atores como Débora Falabella, Bruno Gagliasso, Fernanda Souza e Jonatas Faro fizeram a novela quando ainda eram novinhos. A novela, que era um musical, lançou cinco trilhas sonoras e um álbum de natal. Entremeio as cenas, eram exibidos os clipes das músicas. A seguir, fiz um top 10 dos melhores!



10 - LIBERDADE

Talvez você não se lembre dessa música, porque ela é do último álbum, mas ela merece ser revista mesmo assim, simplesmente porque tem a Débora Falabella cantando! rs



9 - AMIGAS

Essa música do segundo álbum traz três atrizes que fizeram sucesso na Globo depois de Chiquititas: Carla Diaz (a Khadija de "O clone"), Gisele Frade (a Drica, de "Malhação") e Fernanda Souza, que dispensa apresentações.



8 - REMEXE

Remexe era a música de abertura da primeira temporada. Contava apenas com as chiquititas originais: Mili, Pata, Tati, Bia, Vivi, Cris, Ana e Dani. O "mexe, mexe, mexe com as mãos" era um vício.



7 - O CHEFE CHICO

Música animadíssima e conhecidíssima do segundo álbum. Os efeitos especiais são mara! rs



6 - MENTIRINHAS

Mentirinhas é a música mais triste de todas. Quem nunca derramou uma lágrima com a Tati cantando "Não me diga mentirinhas dói demais, eu sei que estou sozinha sem meus pais" que faça o primeiro comentário. A Mili, personagem da Fernanda Souza, também cantava essa música.



5 - APAIXONADA POR TODOS

A sofrida Tati cresceu e virou uma piriguete. rs No terceiro álbum, ela canta essa música com clip hilário, no qual ela deixa todos os meninos babando (incluindo o Jonatas Faro), e depois dispensa eles. Revendo, achei vulgar, sem ser sexy, a levantadinha no vestido pra seduzir os boy.



4 - O QUE VOCÊ FEZ?

Essa música foi lançada no especial de Natal, entre o segundo e o terceiro álbuns. O clipe é ótimo, e imita "Summer nights", de "Grease". Destaque no vídeo para a presença de Marian, melhor personagem de todas! Uma bitch que deixava a Hannelore, personagem da Sthefany Brito, no chinelo. rs Quem canta é o lindinho Jonatas Faro.



3 - PENSO EM TI 

No quarto álbum, o Jonatas Faro canta essa música ma-ra-vi-lho-sa. O clipe imita "Lagoa azul" e é com o par romântico dele, a Fran. Eu quase choro, por motivos de que eu queria ser a Fran quando eu era pequeno! ahahhah Ela era minha personagem favorita! Prepare você também o seu lencinho, porque o clipe é muito romântico!



2 - PASSARINHO

Brasil, olha como o Fran era deusa: depois do Jonatas Faro, ela se enfiou num triângulo amoroso com ninguém menos que Bruno Gagliasso e o lindo-maravilhoso Yuri, pelo qual eu era apaixonado. ahahah A Fran e o Yuri, por motivos óbvios, eram o casal que eu mais shippava na novela. É impagável ver o Gagliasso cantando essa música do último álbum.



1 - CORAÇÃO COM BURAQUINHOS

Música do segundo álbum, "Coração com buraquinhos" é provavelmente a mais conhecida e lembrada de todas. Amo/sou e com muita frequência ela ainda vem à minha cabeça, e do nada eu começo a cantar ela no chuveiro. Hahahah <3



BONUS TRACK 1  - CRESCER

Hhahaha Não resisti a por esse outro aqui da princesa Disney Fran. Na verdade, tirei ele do top dez porque a Franzinha é hors concours e já tava estrelando alguns outros clipes melhores lá em cima.



BONUS TRACK 2 - ADOLESCENTES

Música do último álbum, "Adolescentes" já não tem mais um clima muito "chiquititas", porque elas já cresceram, ao final da novela. Mas o clipe é excelente, e conta com Débora Falabella e Bruno Gagliasso arrasando na dancinha.

domingo, 23 de novembro de 2014

OS SUPER-HERÓIS TÊM SE TORNADO PRÍNCIPES?


Hoje o Domingo Show (Rede Record) apresentou a história de um menino pobre que aprarece num desses vídeos bonitinhos da Internet, mostrando ser um grande fã do Hulk. Dentro da lógica cis-têmica, os meninos são incentivados a ser tornarem fãs de super-heróis, como Hulk, Wolverine, Homem-Aranha e Batman. Já as meninas são incentivadas a se tornarem fãs de princesas, como Branca de Neve, Cinderela, Rapunzel e Elsa.

Esses modelos de masculinidade e feminilidade oferecidos às crianças são muito significativos. A figura do super-herói tradicionalmente representa a força, a coragem e a virilidade. Já a princesa tradicionalmente representa a beleza, a doçura e a fragilidade.

O feminismo, principalmente a partir da década de 1960, tem lutado para que as mulheres sejam representadas de uma forma diferente. E essa luta tem alcançado grandes avanços. Hoje as princesas não seguem mais o modelo tradicional. Elas estão se tornando também super-heroínas. Rapunzel e Elsa, apesar da beleza e da doçura, não são nada frágeis, mas sim donas de superpoderes. Merida, além de não ser frágil, também não é doce e nem liga para beleza. Apesar de não ter super-poderes, ela é uma grande arqueira. Há modelos fortes tanto para meninas que se identificam com os ideais de beleza e doçura, quanto para as que não se identificam com nada disso.

Mas e no caso dos meninos? Há mudanças na forma como os modelos de masculinidade têm aparecido? Os heróis tem se tornado também príncipes? Elementos como a doçura e a fragilidade têm entrado na constituição desses personagens? Os meninos que se vêem frágeis e doces, e não fortes e viris, têm encontrado modelos a partir dos quais possam se identificar? Curiosamente, o Hulk, com sua força descomunal, é um bom exemplo de que as coisas também estão começando a mudar desse lado. A caracterização do personagem nos novos filmes da Marvel tem explorado bastante o lado sensível e frágil do herói.

Parte do movimento feminista tem defendido que não adianta apenas alterar os ideias de feminilidade, sem fazer o mesmo com os de masculinidade. Nesse entendimento, para que o machismo acabe, não é necessário apenas que as mulheres possam se ver como fortes, mas também que os homens possam se ver como frágeis.

Apesar dos homens se beneficiarem da dominação masculina, o machismo também os afeta. Todo homem passa por intensas torturas psicológicas e conflitos internos por ter que ser o tempo todo forte, corajoso e viril. Os que não conseguem se adequar a esses ideias sofrem desprezo, violência psicológica e, às vezes, física ao longo de toda a vida.

Sem ideais de masculinidade diferentes para os meninos, não só esses desviantes se sentem perdidos e sozinhos, como os outros continuam os vendo como desviantes e, por isso, sentindo-se superiores a eles.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A EMANCIPAÇÃO FEMININA DAS PRINCESAS DISNEY

As princesas dos primeiros filmes da Disney não conduziam a ação de suas próprias narrativas. Submissas, elas eram alvo das ações de vilãs femininas e salvas por personagens masculinos. Sua felicidade estava relacionada à aparição de um príncipe encantado em suas vidas. Posteriormente, elas foram se tornando cada vez mais independentes e ativas, até chegarem a se tornar heroínas. Algumas delas não precisam mais de um príncipe em suas vidas, trabalham e fogem aos padrões de beleza tradicionais. Esse processo não foi linear, houve a cada novo filme avanços e retrocessos, mas as mudanças alcançadas ao longo do tempo são incrivelmente significativas. Entretanto, todas ainda são cis e heterossexuais (ou não oficialmente homossexuais ou bissexuais)...

Na imagem, da esquerda para a direita, Anna, Jasmine, Rapunzel, Branca de Neve, Mulan, Aurora, Cinderela, Pocahontas, Tiana, Bela, Ariel, Merida e Elsa.

Branca de Neve (Branca de Neve e os Sete Anões, 1937) fica nas mãos de sua terrível madrasta depois da morte de seu pai, o homem que mantinha as mulheres sob controle. Contando com a misericórdia de um caçador, com o auxílio de sete anões e com o beijo de um príncipe, ela finalmente alcança seu final feliz. Enquanto o mal é encarnado na mulher ativa que conduz a narrativa, e inveja Branca por sua beleza, o bem é encarnado na mulher passiva que sofre as consequências. Branca de Neve é sempre salva por personagens masculinos, todos bons. Os anões a acolhem desde que ela cuide dos afazeres domésticos que se acumulavam na casa deles, sem uma mulher que os fizessem. O "beijo de amor verdadeiro" que seu príncipe lhe dá ocorre após ele vê-la pela primeira vez, supostamente morta. Toda essa narrativa ocorre quando Branca de Neve tem apenas 14 anos de idade.

Cinderela (Cinderela, 1950) também fica nas mãos de sua madrasta (e de suas irmãs de criação) após a morte de seu pai. Ela era forçada a fazer os trabalhos domésticos da casa. Sua vida muda quando o rei convoca todas as moças do reino para um baile onde seu filho escolheria sua futura esposa, como que avaliando as opções de carne disponíveis num açougue. Há nesse filme a primeira personagem feminina boa a ativa, sua fada madrinha. Com sua ajuda, Cinderela consegue ir atrás do príncipe. Mas depois é ele quem manda percorrerem o reino em busca dela, salvando-a de sua madrasta. Ela, portanto, não se torna princesa por nascimento, mas pelo casamento.

Aurora (A Bela Adormecida, 1959) é prometida em casamento a um príncipe no dia de seu batizado. Nessa ocasião, a terrível Malévola lança um feitiço que faz com ela entre num sono profundo no seu aniversário de 16 anos. O príncipe a qual ela havia sido prometida, assim como em Branca de Neve e os Sete Anões, salva Aurora com um "beijo de amor verdadeiro". Antes de saber quem era o príncipe, ela o havia conhecido e se apaixonado por ele, mas havia sido forçada a esquecê-lo, devido ao acordo que seus pais haviam feito sobre seu destino.

Ariel (A Pequena Sereia, 1989) abandona sua voz e sua própria identidade para correr atrás de um príncipe que acabou de conhecer. Diferente das princesas anteriores, ela é independente, rebelde e ativa. Ela até salva o príncipe da morte. Mas tem como ideal de felicidade abrir mão de tudo por um homem. Também é feminina a personagem malvada que lhe tira a voz e transforma sua calda em pernas. Ela disputa o príncipe com Ariel, tentando "roubar" o amor do homem pelo qual ela é apaixonada. Ariel tem apenas 16 anos.

Bela (A Bela e a Fera, 1991) gosta de ler e sacrifica heroicamente sua liberdade para libertar seu pai. Ela recusa os galanteios de Gaston, por considerá-lo machista e rude. Mas apaixona-se por um personagem masculino que lhe mantém prisioneira (e que ainda assim é o mocinho), depois que ele a salva de um ataque de lobos. Ele era um príncipe, mas fora transformado em fera por uma personagem feminina. Gaston é o primeiro vilão masculino nos filmes de princesa da Disney. Ele tenta matar a fera e obrigar Bela a se casar com ele. Nesse filme, é o amor da princesa que salva o príncipe, e não o contrário.

Jasmine (Aladdin, 1992) é uma princesa árabe. Ela é a única princesa que não é a protagonista de seu próprio filme. Ela se apaixona por um plebeu e se recusa a se casar com um príncipe que seu pai arranja, mas depois ela descobre que os dois são a mesma pessoa. Jasmine seduz o vilão do filme para enganá-lo. Ela tem apenas 15 anos.

Pocahontas (Pocahontas, 1995) é uma princesa indígena. Ela se apaixona por um inglês que está em guerra contra seu povo. Pocahontas arrisca sua vida para impedir que ele seja executado, e posteriormente ele quase morre para salvar o pai da garota. Por fim, ele volta para a Inglaterra.

Mulan (Mulan, 1998) é uma princesa asiática. Considerada inapta para o casamento (que ela deveria arranjar), ela resolve se passar por um homem para ir à guerra no lugar de seu pai. Ela alcança incrível sucesso no exército, tornando-se um dos principais soldados. Mesmo depois de descoberta e expulsa do exército, ela continua lutando contra os inimigos de seu país, tendo de enfrentar o preconceito de todos por ser mulher. Ela derrota o líder do exército rival, dando a vitória à China, e o imperador reconhece seu heroísmo. No final, entretanto, ela recusa um cargo oferecido a ela pelo imperador para voltar à sua casa. E isso tudo com apenas 16 anos. Ela tem um interesse amoroso, o general que a comandava. O final do filme mostra os dois se aproximando após a guerra, mas ainda sem concretizarem a relação.

Tiana (A Princesa e o Sapo, 2009) é uma princesa ambiciosa, que pretende ter um restaurante e trabalha muito para conseguir isso. Ela é a única princesa negra. Tiana não liga para os homens, e sim para seus objetivos de vida. Mas ela apaixona-se por um príncipe e percebe que sua vida não estaria completa sem amor e apenas com sucesso profissional. No fim, ela consegue abrir seu restaurante com seu próprio esforço. É no mínimo curioso que o seu príncipe também seja (o único) negro.

Rapunzel (Enrolados, 2010) é submissa por ter sido criada enclausurada por sua sequestradora. Ela é a primeira princesa com superpoderes, podendo curar e rejuvenescer seres vivos com os seus cabelos. Apesar de sua submissão, ela tem muita vontade de sair de sua torre e faz isso com a ajuda de um ladrão, que ela rende ao tentar invadir sua casa. Dividida entre o remorso por estar abandonando aquela que acredita ser sua mãe e o desejo de conhecer o mundo para além de sua casa, ela consegue amolecer o coração de bandidos conversando com eles e salva da morte o ladrão que está lhe ajudando. No final, ela resolve sacrificar sua liberdade para salvá-lo novamente, mas ele não permite que ela faça isso, cortando seus cabelos. Entretanto, uma lágrima sua o salva.

Merida (Valente, 2012) recusa-se a se casar e não tem nenhum envolvimento amoroso. Ela adora praticar arco e flecha, e entra num campeonato desse esporte onde o ganhador se casaria com ela para ganhar e não ter que se casar com ninguém. Heroína da narrativa, ela não é vaidosa, deixando seus cabelos rebeldes sem se preocupar com isso. Posteriormente, ela luta não contra alguém, mas contra as consequências de suas próprias escolhas equivocadas

Anna e Elsa (Frozen: Uma Aventura Congelante, 2013) trazem para os filmes de princesa uma narrativa em que o amor fraternal, e não por um homem, é quem as salva. Elsa é a primeira princesa que se torna rainha e também possui superpoderes. Entretanto, ela sofre por não ser valorizada como é e passa por um processo difícil de autoaceitação. Ana, por outro lado, resolve se casar com um príncipe que acabou de conhecer, apesar de Elsa lhe advertir que ela não poderia fazer isso. Quando ela está prestes a morrer, ela acredita que um beijo dele é um ato de amor verdadeiro capaz de salvá-la, mas ele se revela um psicopata cruel, que a abandona para morrer e tenta matar também Elsa. O ato de amor verdadeiro que Ana faz é sacrificar sua própria vida para salvar a de Elsa, o que também a salva. Assim como Merida, Elsa também não tem um interesse amoroso. Já Ana acaba com um outro homem que conheceu ao ir atrás de Elsa para ajudá-la a salvar o reino. Elsa é a princesa mais velha de todas, com 21 anos.

Moana (Moana, 2016) será a próxima. Ela será polinésia. Há pouco sobre ela informado. Mas ela certamente será uma heroína, pois sairá "numa épica jornada para ajudar sua família". Ela terá apenas 14 anos, e é descrita como corajosa e independente.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nostalgia - Qual é o gosto da sua infância?

Minha infância tem gosto de geléia de mocotó, bolo brevidade e mingau de maizena com chocolate (que minha mãe chamava de danete).




Minha infância tem cheiro (e essa é definitivamente a sensação mais forte) de xixi de besouro-amarelo (que eu chamava de joaninha de chuchu).


Minha infância tem a aparência de gotas de lágrimas...


E de muitos insetos! Carunchos, tatus-bola, cupins (que eu chamava de aleluias), joaninhas e besouros verdes (que eu chamava de besouros-de-natal)!






E claro: de boizinhos de chuchu!