sexta-feira, 16 de agosto de 2019

ANITTA: UM RAIO-X

Análise da carreira de Anitta em números


Tempo de carreira: 7 anos (2012 a 2019). Álbuns: 4 de estúdio, 1 ao vivo e 5 EPs (13 de seus singles e 1 de seus singles promocionais não foram incluídos em nenhum álbum).

Singles: 34 como cantora principal e 19 como convidada (total de 53 singles). Além de 7 singles promocionais (60 no total se contar com eles).

Videoclipes: 40 como cantora principal e 21 como convidada (total de 61 videoclipes).

Parecerias em singles: Nos singles que lançou, 14 foram lançados com outros artistas e 6 tiveram a participação de outros artistas (como foi convidada em outros 19 singles, o total de singles em parceria é de 38). Se considerarmos os singles promocionais, são mais 2 parcerias – um com outra artista e outro com artistas convidados (nesse caso, seriam 40 parcerias).

Outras parcerias: 10 como convidada, 9 convidando outros artistas e 9 com outros artistas (28 no total).

Parceiros: 71 cantores ou bandas parceiras, sendo 27 internacionais. Entre os brasileiros, estão nomes tradicionais como Caetano Veloso, Carlinhos Brown e Jorge Aragão. Entre os internacionais (especialmente estadunidenses e latino-americanos), estão Madonna, Major Lazer, Snoop Dogg, Sean Paul, Rita Ora, Iggy Azalea, Maluma e J. Bravin. Nessas parcerias, passeia por todo tipo de ritmo: funk, pop, MPB, sertanejo, pagode, axé, reggaeton. Nelas, canta em três línguas: português, espanhol e inglês.

Total de canções: 128 canções gravadas como artista principal ou como convidada, com 68 sendo parcerias.

Estatísticas: Em média, 18 músicas por ano, 10 parcerias por ano (sendo 4 internacionais), 8 singles por ano e 9 videoclipes por ano. 42% das músicas foram lançadas como singles. 56% do total de músicas são em parceria (sendo 38% parcerias internacionais).

Os números comprovam o que os fãs e haters já entenderam: a estratégia de Anitta é o lançamento de muitos singles e o estabelecimento de muitas parcerias (com destaque para as internacionais). 

Obs.: Dados coletados em 16/08/19. Semana que vem já vão estar desatualizados rs

domingo, 26 de agosto de 2018

quarta-feira, 17 de maio de 2017

DIA DE COMBATE À LGBTFOBIA

17 de maio é o Dia de Combate à LGBTfobia!

Ué, mas não era à Homofobia?

Muita gente muito bacana e que super ajuda a combater à LGBTfobia, ainda não sabe a importância de se preferir o termo LGBTfobia ao invés de homofobia.

LGBT signigica Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros.

Dentro da comunidade LGBT, as diversas identidades que compõe essas letrinhas foram historicamente eclipsadas pela visibilidade dada aos homens homossexuais.

No início, ao invés dessa sigla, se usava o termo "comunidade gay". Daí dá pra ver como, de um ponto de vista histórico, os homens homossexuais sempre tiveram uma visibilidade muito maior no movimento. Ainda hoje, muitas pessoas continuam a usar o termo "Parada Gay", ao invés de "Parada LGBT", por exemplo.

Depois, a sigla usada pra designar a comunidade era GLBT. O L, que significa Lésbicas, foi para frente para indicar a necessidade de se pensar e de se tomar atitudes para contornar esse problema.

Com o termo homofobia não foi diferente: as diversas identidades LGBT passaram a questionar o termo por focar apenas nos problemas e dificuldades enfrentados pelos homens gays.

Daí surgiram termos específicos para designar os preconceitos existentes contra cada identidade. A lesbofobia, por exemplo, está ligada a "estupros corretivos" e fetichização. A bifobia, ao apagamento desse grupo e à crença equivocada de que bissexuais são, na verdade, gays ou lésbicas enrustidos. A transfobia está ligada às violências e a negação de direitos sofridos pelas pessoas que se identificam com um gênero diferente daquele que lhes foi designado quando nasceram.

Então começaram a surgir termos para tentar evidenciar a existência desses múltiplos preconceitos. Inicialmente, experimentou-se homolesbotransfobia. Grande e confuso. Chegou-se, então, ao simples, mas muito mais representativo, LGBTfobia.

Prefira esse termo! Utilizar os termos mais representativos é um jeito simples e prático de ajudar na luta contra a LGBTfobia.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

AS NOVAS TECNOLOGIAS ATRAPALHAM A VIDA OFFLINE?

Tenho visto cada vez mais forte o enquadramento de que as novas tecnologias atrapalham as experiências offline. Não concordo com ele.

Gastar tempo com tecnologias que nos transportam para mundos virtuais não é algo novo. Há décadas temos televisões e videogames, que ocupam boa parte do tempo de adultos e crianças.

A atividade de utilizar redes sociais no celular, por exemplo, em boa parte do tempo não é individual. Quando duas pessoas estão próximas uma da outra, é comum elas compartilharem de modo tradicional (offline) um vídeo ou imagem, ou comentarem o que estão lendo. Exatamente como fazemos quando vemos TV ou jogamos videogame com alguém.

Essas tecnologias servem para marcarmos eventos offline com quem dificilmente veríamos pessoalmente de outra forma, e para manter os laços fortes durante esse período de distância.

Eu, pessoalmente, não conheço nenhuma pessoa que, por causa das novas tecnologias, deixe de gostar de viajar, por exemplo, e conheço pouquíssimas pessoas que não gostam de sair com os amigos. Mas já conhecia pessoas assim antes das novas tecnologias, então não acho que elas sejam a causa.

Tenho sobrinhas adolescente e criança, e não acho que a infância, nem a adolescência delas foram menos ricas que as minhas por causa de novas tecnologias.

Tenho primas muitos novas, que já nasceram com tablets e smartphones, e nem por isso vejo elas não gostarem de brincar no chão com brinquedos tradicionais.

Sinto novas tecnologias me ajudando, e ajudando pessoas mais experientes, como minha mãe, por exemplo.

As tecnologias nos trazem muito conhecimento, permitem que a gente vivencie uma quantidade de experiências que seriam impossíveis numa vida sem elas.

Acho que o pessimismo se baseia em estereótipos de pessoas que são viciadas em jogos ou redes sociais, assim como sempre houve pessoas viciadas em tudo, como livros, por exemplo (taí uma outra boa discussão pra outro momento: porque ler livros é assim tão superior a ver séries, por exemplo?).

É claro que existem casos (talvez em número realmente preocupante) de pessoas viciadas em novas tecnologias, que precisam ser olhados com atenção, especialmente as crianças. Mas não creio que a solução para as crianças, por exemplo, seja retirar da vida dela as novas tecnologias, mas saber dosar, como é preciso dosar tudo na educação de uma criança.

O que acho equivocado é, principalmente, valer-se de esteriótipos e de casos problemáticos para generalizar um novo tipo de interação.

Nas redes sociais, por exemplo, estamos trocando ideias e construindo laços com indivíduos de uma nova maneira. Por que esse novo formato seria tão inferior assim? Ele não pode ser conjugado com o tradicional trazendo novas possibilidades e benefícios?

Historicamente, há sempre forte oposição e pessimismo em relação a novas mídias. Quando surgiu a escrita, por exemplo, acreditava-se que seria o fim da memória.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O QUE É APROPRIAÇÃO CULTURAL?

O que é apropriação cultural? É quando um símbolo ou prática de determinada etnia que sofre preconceito dentro de uma sociedade (preconceito voltado inclusive para estes mesmos símbolos e práticas) é visto como moda e valorizado quando passa a ser usado/praticado por pessoas de etnias valorizadas dentro dessa mesma sociedade.

Uma argumentação contra a apropriação cultural é a seguinte: Quando alguém de uma etnia valorizada se apropria de um símbolo/prática de uma etnia que sofre preconceito, está enfraquecendo politicamente essa minoria ao receber os créditos por esse símbolo/prática, como se lhe fosse próprio. Assim, a minoria continua desvalorizada, a despeito dos usos de sua cultura.

Uma argumentação a favor é que o mundo historicamente é feito de intercâmbios culturais, e que é um direito de cada um manifestar-se culturalmente da maneira que bem entender.

Eu, pessoalmente, entendo os argumentos contrários e a favor. Eu, pessoalmente, prefiro atender aos apontamentos de que não devo me apropriar de algo de uma etnia desvalorizada (por mais que eu não seja caucasiano, e sim pardo, socialmente, no contexto brasileiro, na maior parte dos círculos que frequento, sou visto como branco, e recebo os privilégios disso).

Por quê? Porque quando alguém diz que o que eu faço ofende alguém que já é ofendido diariamente, eu prefiro não fazer mais uma coisas que vai ofender. É meu direito fazer? É. Mas muitas vezes a gente pode abrir mão de um direito em favor de alguém.

Isso não quer dizer, em hipótese alguma, que radicalismos são legais. Ninguém tem o direito de sair metendo a mão na cabeça de ninguém, por exemplo. Nem considero bacana ser grosso, agressivo, a não ser em casos em que isso seja muito necessário. Eu acho legal é ser didático, explicar, e também se esforçar pra entender quem nunca é ouvido.

No caso do momento, por exemplo, imagina que doido seria:

- Moça, não é legal você usar turbante, porque é algo típico da cultura negra, que é desvalorizado, mas é visto como bonito quando uma mulher branca usa, e isso não é bacana pra gente.

- Entendi, moça, mas é que eu estou lutando contra o câncer, e nesse momento usar o turbante tem sido algo muito importante pra minha autoestima.

- Hum, entendi.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

DÓRIA E O GRAFITE

Não sou especialista na questão do grafite. Mas o acontecimento Dória nos motiva à reflexão, então eis algumas das minhas impressões sobre o tema:

- Grafite e pixo não são a mesma coisa. Um critério comum para separá-los é se são bonitos ou feios. Mas essa é uma questão de gosto (gosto coletivo principalmente, não apenas individual). Só que, a meu ver, a lógica do pixo e a do grafite os diferencia. O pixo envolve muitas questões para além de se propor ou não arte, e essa talvez nem seja uma questão chave em relação a ele. O pixo, em geral, tem a característica de envolver em seu cerne disputas simbólicas por território entre grupos de periferias urbanas. O grafite, por outro lado, se propõe arte de uma maneira mais central, essa é uma finalidade em si dele (não a única, é preciso lembrar). Existem zonas cinzas (rs), como por exemplo as poesias e reflexões gravadas nos muros com spray. Essas talvez se proponham frequentemente como intervenções propriamente políticas em primeiro plano (no sentido de militância mesmo).

- Ficando a reflexão apenas no grafite, que se propõe arte de uma maneira mais central: é possível dizer que o grafite é "errado" apenas se pensarmos que não é legítimo que aqueles que se consideram "artistas urbanos" pintem espaços que não lhes pertencem sem permissão. Nesse caso, é importante pensar, em primeiro lugar, se os espaços que eles utilizam são públicos ou privados. Muros costumam ser considerados espaços privados quando o que está do lado de dentro deles é privado, apesar de eles estarem voltados para o lado de fora, ou seja, para o espaço público. Já quando não há espaço privado do lado de dentro, aí, então, eles seriam públicos. Eu pessoalmente discordo da ideia de que há muros privados, pois penso que o que está para o lado do espaço público, deve ser pensado como público. Mas, ok, vamos nos restringir apenas aos muros sobre os quais há consenso que são públicos.

- Há um tipo de raciocínio de que se um espaço é público, só o Estado pode mexer nele. Esse, em geral, não é o raciocínio de quem defende o grafite. O outro raciocínio possível é o de que algo público é para ser vivo, para ser usado, entre outras coisas, para a arte.

Acredito que o que está em jogo, São Paulo sendo um caso paradigmático, especialmente na contraposição Haddad/Dória, é o tipo de cidade que queremos construir: uma cidade funcionalista, racionalista, marcada pela busca da eficiência mecânica, ou uma cidade viva, um espaço de sociabilidade, de pluralidade cultural. Eu entendo os dois lados. Fico com o último.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A INÊS E O BRASIL

Imagem: Fofoca de Reality
Inês surgiu há alguns anos como uma personagem caricata que parecia ter saído de alguma esquete do Zorra Total.

Inês não parecia ser alguém para se levar a sério, porque seu comportamento em relação à sexualidade não condizia com seu comportamento em relação à religiosidade.

Riram de Inês porque diziam que ela "parecia uma travesti". (O que se passa na cabeça de uma pessoa que acredita que se parecer uma travesti é algo depreciativo?)

Riram de Inês porque diziam que ela era burra (Como se inteligência fosse sinônimo de educação formal.)

Inês é mulher, negra e foi prostituta.

Inês não sumiu depois da aparição repentina, porque se tornou uma referência no meio gay. No começo, a identificação parecia brincadeira, mas a brincadeira, pra muita gente, virou admiração de verdade.

Inês é alguém difícil de engolir.

Inês é alguém que quanto mais se conhece mais se mostra o oposto de uma caricatura.

Inês, conhecendo-a pouco ou muito, é difícil de não se admirar.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

JOUT JOUT, XUXA E RIO DOCE

Imagens: Lucas Landau (esqueda), R7 (centro) e Vanrochris Vieira (direita).

Jout Jout

Eis que a Jout Jout Prazer é entrevistada pelo Jô. Eis que o Jô faz uma ~piada~ babaca sobre "cara de puta". Eis que a Folha de S.Paulo publica uma matéria na qual ela diz que se sentiu desconfortável. Eis que dezenas de homens vão aos comentários destilar ódio contra ela. 1. O Jô não sabia o q era sabatista. mas insistiu quatro minutos nesse assunto. 2. O Jô falou que leu o que ela falou, ela corrigiu, e ele mentiu que tinha falado certo. 3. A Jout Jout foi extremamente educada durante toda a entrevista, e também ao falar sobre o ocorrido. 4. Os comentários nesta postagem (a maioria absoluta deles feita por homens, que associam a Jout Jout a uma visão negativa sobre o feminismo que não tem absolutamente nada a ver com ela) mostram o quanto os vídeos dela são importantes. 5. A grande maioria dos comentários ser contra ela, e não contra o Jô, mostra porque a discussões q ela propõe são tão necessárias.

Xuxa

Vi o programa da Xuxa ontem e morri de vergonha alheia. A Anitta tava lá, e eles tavam forçando tanto a barra e pegando tão pesado pra falar da vida sexual dela e insinuar situações sexuais que ela tava quase correndo do palco. Era cheirar o abdômen de homem, encostar vibrador na boca, responder como ela faz sexo, dizer o que ela faria na cama com cada celebridade... Isso tudo chamando os papeis onde estão as perguntas de pergaminhos dos Dez Mandamentos, e com o elenco da novela brincando de sentar no colo de homem na dança das cadeiras. Coerência cadê? Enfim, saudades Banheira do Gugu.

Rio Doce

Acaba de acontecer algo muito bacana: o vídeo que gravei dos peixes agonizando no Rio Doce chegou a um estadunidense que me perguntou o que estava acontecendo. Eu expliquei e pedi que ele compartilhasse com seus amigos, para que mais gente saiba o que está acontecendo. Aqui no Facebook, o vídeo já foi visto quase 1.500 vezes. No Youtube, quase 6 mil vezes. É muito? Provavelmente não. Mas para alguém que tem menos de 500 "amigos" no Facebook, não patrocina seus posts, não tem o apoio de nenhum canal estabelecido ou mídia tradicional, e só tinha uma câmera portátil na mão, é fazer alguma coisa. Vamos continuar fazendo, e cada vez mais? Temos essa e muitas lutas pela frente ainda!

sábado, 14 de novembro de 2015

SOBRE O PODER DE AFETAÇÃO DO ACONTECIMENTO

Fonte: Ocorrências
Uma análise deboísta sobre a treta Paris X Mariana.

O acontecimento cria o seu público, porque ele acontece PARA alguém. Para que um acontecimento afete alguém que não esteve envolvido nele de forma imediata, ele, obviamente, tem que ser mediado. Se foi algo que aconteceu no seu bairro, por exemplo, a mediação pode ser um relato dos seus vizinhos. Mas se foi algo que aconteceu mais longe, tradicionalmente a mediação vem (quando vem) pela grande mídia (jornais, tv, etc), e mais recentemente também pelas redes sociais. Se essa mediação não acontece, então o acontecimento não acontece para a gente (ou se a mediação deixa de acontecer, então ele deixa de acontecer para a gente). Mas se a mediação ocorre de uma maneira intensa, o acontecimento tem uma forte possibilidade de acontecer para a gente. Isso não quer dizer que ele vai de fato acontecer. Depende se ele vai nos afetar ou não. E o que faz com que ele nos afete ou não? Ele mexer com a gente. Com os nossos medos, com os nossos desejos.

Quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado nos EUA, houve uma grande mobilização no Brasil, maior do que quando ele foi aprovado aqui. Porque? Porque foi um acontecimento muito mais mediado. As pessoas que se importam com o tema mudaram sua foto de perfil no Facebook porque o próprio Facebook disponibilizou essa opção. Mas o acontecimento é sempre inesperado. A repercussão dessa mudança nas fotos trouxe novas possibilidades: discutiu-se, por exemplo, a invisibilização de trans e lésbicas no movimento LGBT.

Agora, com a afetação supostamente maior gerada pelos atentados na França do que pelo crime ambiental em Minas (a midiatização é claramente maior), questiona-se essa afetação (e não apenas a midiatização). Por que os atentados nos afetam? Por que temos medo. Medo da guerra, medo da morte. Os caminhos que isso pode gerar são interessantes. O questionamento sobre o porquê de os atentados na África não serem midiatizados são um deles.

Uma sugestão: ao invés de criticarmos quem põe um filtro na foto do perfil por uma causa que não nos afeta, por exemplo, talvez devêssemos trabalhar na disponibilização mais fácil, rápida e eficiente de filtros para as nossas causas. É péssimo que os acontecimentos na África, com os indígenas, com travestis, ambientais não gerem a mesma repercussão. Temos que brigar por uma maior midiatização deles. Esse problema tem a ver com algo que me arrepia, os nossos "critérios de noticiabilidade". Tá na hora de tentar mudá-los.

Edit (16/11): Como bem lembrado pela professora Vera França, a questão vai muito além dos critérios de noticiabilidade. Ela só se entrelaça com ele a partir das relações de poder.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

DEZ ESTEREÓTIPOS A RESPEITO DE HOMENS GAYS

Pessoas lindas, é com imenso prazer que eu publico uma lista super divertida feita pela minha grande amiga Luiza Tomagnini, do canal No Mundo da Lu. Eu e ela pensamos juntos nesses estereótipos sobre gays e nos divertimos muito concebendo essa piada muito séria.

Warning: Esse texto tem altas cargas de ironia!

1. São afeminados, os que não são é porque se reprimem. Mas só até soltar a franga. 

Fonte: Espaço Imoral
O gênero pelo qual você sente atração dita todas as suas características, como você age, qualidades, defeitos, gestos. Faz todo sentido isso, sim. Se você gosta de homem, deixa automaticamente de agir como um. Aliás, hoje em dia está bem atrasada essas definições do que é ser/agir como homem ou mulher, não acham não? Vamos combinar de parar com essa bobagem? 


2. Adoram música pop e têm uma diva preferida pela qual até brigam. 

Fonte: Aos Cubos
A orientação sexual de alguém dita o gosto musical também? Gostava de rock, saí do armário e agora amo Beyoncé. Ou melhor, eu só posso gostar de uma coisa ou outra. No estilo, hétero só pode gostar de rock/metal e gay de pop. Se gostar de pop é gay! WTF?


3. São super preocupados com a aparência e querem ficar o mais sarados possível. 

Fonte: Filmes GLS News
Fonte: The Sun via Beleza Sem Tamanho
Claro, claro, sua orientação sexual deixa estampado na sua cara que características, defeitos e qualidades você tem. Não tem um tanto de hétero marombeiro/metrossexual e gay franzino/desleixado por aí não, bobagem.


4. Só têm amigos gays e quando ficam amigos de um homem hétero é porque são secretamente apaixonados por ele.

Fonte: Tudo Se Comenta
Do mesmo jeito que homens e mulheres héteros só tem amigos do mesmo sexo e se for do sexo oposto é porque querem pegar. Alguém tem alguma dúvida?


5. Só têm amigas hétero, porque não se dão bem com lésbicas.

Fonte: HuffPost

Porque escolhemos nossas amizades com base na orientação sexual delas e não pelas afinidades, qualidades, convivência, tudo isso é bobagem. Se for lésbica tá na minha listinha negra! Oi?


6. Adoram fazer compras e entendem tudo de moda e decoração.

Fonte: Jornal Ação Ten
Isso mesmo! Quem mandou sair do armário?! Saiu, agora é obrigado a dar dicas de moda e decoração, mesmo se você for do tipo que nunca usou nada além de calça jeans e camiseta branca.


7. Morrem de medo de ratos, baratas e outros insetos, e dão pinta quando veem um.

Fonte: Sempre existe um lugar onde você pode ser você.

Sim, sim, só gays e mulheres sentem medo, ainda mais medo de inseto, que absurdo!!! Macho que é macho mata com a mão! E se você é mulher ou gay, isso automaticamente faz você ter medo de ratos e insetos. Não tem nenhum furo nesse raciocínio não, né, colega?


8. São “passivas” ou ativos. As passivas dão pinta e os ativos se reprimem.

Fonte: meionorte.com
Porque, em um relacionamento, um dos dois sempre tem que ser a mulher e outro o homem. Pegamos o formato tradicional (e um tanto ultrapassado) de um relacionamento heterossexual e encaixamos o relacionamento homossexual nos mesmos quadradinhos. Aliás, a gente não tinha combinado de parar com essa bobagem lá no item um?


9. Morrem de nojo das partes íntimas femininas.

Fonte: 72DPI
Gay odeia tanto mulher que transa com homem só pra não ter que ver uma pelada, né? Mas, gente, e o amor louco pela Beyoncé estereotipado ali em cima, fica como? Gays não odeiam mulheres (ao menos não por serem gays, afinal, existem misóginos de todos os tipos), eles só não sentem atração por elas. 


10. Adoram pegação, quase nunca querem um relacionamento sério, e quando entram em um, não dura.

Fonte: Clube Metrópole
Fonte: Missionários da Luz
Esse tanto de casamento com filhos e tudo mais que a gente vê por aí é tudo enganação, propaganda da mídia para disseminar essa cultura gay. Claro, tem gente que casa com o único objetivo de querer tornar o mundo inteiro gay! WHAT???