quinta-feira, 6 de novembro de 2014

TRIÂNGULO POLIAMOROSO

Bruno desenvolveu depressão após perder o namorado num acidente de carro. Ele procurou tratamento, indo ao terapeuta e ao psiquiatra. Seu psiquiatra era um homem jovem, apenas dois anos mais velho que ele, que tinha vinte e oito. Na primeira consulta, os dois conversaram muito. Bruno achou a voz de Paulo, o psiquiatra, muito bonita. Paulo achou o sorriso de Bruno bonito. Os dois passaram a se ver mensalmente, e Bruno foi melhorando de sua depressão. Lá pela terceira consulta, os dois conversavam menos sobre o quadro de Bruno e mais sobre assuntos diversos. No sexto mês do tratamento, antes de Bruno ir embora, Paulo lhe perguntou:

– Bruno, você está namorando alguém (cara de vergonha)?

– Não, não tô não (cara de curiosidade).

– Eu pensei que um dia desses a gente podia sair pra jantar, ou algo do tipo.

– Ué (sorrindo)... Pode ser!

– Beleza. Eu te ligo então pra gente combinar.

Paulo ligou na sexta-feira seguinte, e marcou de passar na casa de Bruno no sábado para pegá-lo. No sábado, às sete, Paulo ligou para Bruno avisando que estava estacionado em frente à casa dele. Bruno saiu, e Paulo abriu a porta do carro para ele. Os dois foram a um restaurante aconchegante e comeram um peixe assado na pedra. Eles conversaram sobre a vida, sobre seriados, sobre política. Dividiram a conta. Paulo perguntou a Bruno se ele topava ir a um pub perto dali para tomar um chopp. Bruno aceitou. O pub tinha bancos acolchoados virados uns contra os outros em direção às mesas no centro de cada par, como é padrão nos fast foods estadunidenses. Os dois sentaram-se do mesmo lado da mesa. Depois do terceiro chopp, Paulo disse a Bruno:

– Sabe, Bruno, eu gosto muito de você (cara de safado).

– Eu também gosto muito de você, Paulo (cara de vergonha).

Paulo estava à direita de Bruno. Ele pegou na mão direita de Bruno com sua mão direita e passou seu braço esquerdo sobre os ombros de Bruno, que apoiou sua cabeça no colo dele. Os dois conversaram assim por alguns minutos, até que Paulo fez uma piada sobre o time de futebol de Bruno. Ele se levantou e olhou pra ele com cara de falsa raiva. Paulo encarou Bruno com olhar de desejo, e Bruno lhe beijou. Paulo perguntou a Bruno se ele não gostaria de ir à casa dele, tomar a saideira por lá. Bruno achou melhor não ir. Então Paulo levou Bruno à sua casa.

Paulo ligou novamente para Bruno três dias depois, e perguntou se Bruno gostaria de ir à sua casa mais tarde para assistir um filme com ele. Bruno aceitou o convite e chegou lá às oito e meia da noite. Os dois se beijaram quando Paulo abriu a porta. Paulo ofereceu uma cerveja a Bruno, e ele aceitou. Os dois se sentaram no sofá da sala e conversaram, trocando beijos de tempos em tempos, enquanto tomavam a cerveja. Quando ela acabou, Bruno perguntou a Paulo sobre o filme. Paulo trouxe a capa do DVD para Bruno ver e ele aprovou. Os dois assistiram o filme no escuro, com o sofá estendido, em forma de cama, abraçados de lado.

O filme acabou por volta de onze e meia da noite. Paulo ofereceu mais uma cerveja a Bruno, mas ele disse que já estava muito tarde. Paulo, então, sugeriu que Bruno dormisse em sua casa aquela noite. Bruno percebeu as intenções de Paulo. E aceitou. Os dois tomaram mais uma cerveja enquanto discutiam o filme. Depois foram para o quarto de Paulo. Paulo disse a Bruno que ele ficasse à vontade, ouvindo uma música no aparelho de som, enquanto ele tomava banho. Bruno olhou para o aparelho e viu uma pilha de CDs ao lado dele. Procurou um pouco e achou um de que gostava. Quando olhou novamente para a direção em que Paulo estava, ele havia tirado a camiseta e estava terminado de tirar a calça. Ele sorriu para Bruno, que sorriu de volta, meio constrangido. Paulo, então, tirou a cueca, e andou em direção ao banheiro de seu quarto. Entrou sem fechar a porta e foi para dentro do box. Bruno gostou muito do corpo de Paulo. Ele era magro, quase sem pelo nenhum. Bruno era mais gordinho e tinha alguns pelos no corpo. Bruno colocou o CD no aparelho de som, e ficou escutando deitado na cama de Paulo. Alguns minutos depois, Paulo voltou molhado do banheiro, com a toalha nos ombros, e começou a se enxugar no quarto, enquanto perguntava a Bruno se ele também não queria tomar um banho. Bruno concordou com a cabeça, e Paulo lhe disse que ficasse a vontade, e que havia toalhas limpas penduradas na parede do banheiro. Bruno então se dirigiu ao banheiro e assim como Paulo não fechou a porta. Tirou suas roupas de costas para Paulo e entrou no box. Saiu, pegou uma toalha e se enxugou por ali. Depois foi pelado, já de pinto duro, em direção à cama de Paulo. Bruno tinha o pinto pequeno e grosso, com uma cabeça bem vermelha e saliente, de onde pendia lubrificação o tempo todo.

Paulo o convidou para se deitar com ele. Depois que Bruno se deitou, Paulo apagou a luz. Os dois se abraçaram de frente e começaram a se beijar. Não demorou um minuto e Paulo também já estava com o pinto duro. O de Paulo era comprido e tinha veias salientes. Os dois continuaram se beijando e se esfregando por vários minutos, até que Bruno gozou. Ele apertou as costas de Paulo com força e soltou sussurros de cansaço. Paulo se virou de barriga para cima, ainda abraçado a Bruno e se masturbou com força. Nem um minuto depois, ele também gozou, também sussurrando “Ah”s. Os dois se abraçaram novamente e continuaram a se beijar. Eles não se limparam e a porra dos dois foi se espalhando pelas peles suadas deles até começar a secar. Dormiram de conchinha em seguida. 

Depois desse dia, os dois passaram a transar umas duas vezes por semana. Da segunda vez, Paulo chupou bastante o pinto de Bruno, e depois Bruno chupou bastante o pinto de Paulo. Em seguida, os dois fizeram sessenta e nove por vários minutos, até que Paulo gozou na boca de Bruno. Ele avisou que iria gozar, mas Bruno continuou a chupá-lo com força. Bruno engoliu a porra de Paulo. Paulo continuou chupando Bruno, até que ele também gozasse, em sua cara. Da terceira vez, Paulo lambeu o cu de Bruno e o comeu. Primeiro de frente, na posição de frango assado. Depois de costas, na posição cachorrinho. Bruno gozou na cama de Paulo, esporrando bastante e com muita força vários jatos quentes de porra. Paulo continuou socando com força e gozou alguns segundos depois com seu pinto ainda dentro do cu de Bruno. Da terceira vez, foi Bruno quem lambeu o cu de Paulo e depois enfiou seu dedo nele. Bruno o comeu na posição cachorrinho. Depois se deitou de barriga para cima, para que Paulo cavalgasse nele. Paulo gozou forte, de forma que um jato de sua porra foi parar na cara de Bruno, e o restante no seu peito. Bruno se levantou e se masturbou próximo ao rosto de Paulo, gozando nele. Paulo lambeu a porra de Bruno e a engoliu.

Alguns meses depois, os dois estavam num bar quando chegou um urso que conhecia Paulo. Os dois se cumprimentaram com um abraço, e Paulo apresentou Edgar a Bruno. Edgar apertou a mão de Bruno com força, e o encarou fixamente, com olhar malicioso. Edgar voltou a acompanhar seus amigos, que estavam se sentando do outro lado do bar. Paulo contou a Bruno que Edgar era seu ex-namorado. Ele estava acompanhado de dois caras, que se beijavam o tempo todo. Bruno, que estava virado na direção da mesa deles, comentou que Edgar estava de vela. Paulo olhou para trás e riu. Ele explicou a Bruno que Edgar era um voyeur. Que adorava ver outros casais transando, e se masturbava enquanto via. Era isso o que os três provavelmente iriam fazer em seguida. Bruno fez cara de estranhamento, mas ficou com o pinto duro e latejando imaginando os dois caras transando e Edgar assistindo à transa.

No dia seguinte, Bruno perguntou a Paulo se, quando ele e Edgar namoravam, ele havia transado com outro cara para Edgar assistir. Paulo riu e disse que sim. Depois perguntou se ele estava querendo convidar Edgar para ver os dois transando. Bruno sorriu envergonhado e não respondeu. Paulo segurou o rosto de Bruno e disse:

– Ei! Tudo bem! Você pode querer isso se você quiser.

– Você quer?

– Bom, eu achei excitante ele me ver transando com outro cara quando a gente namorava.

– Bom, se você quiser a gente pode fazer isso...

– Então tá bom. Eu vou ligar pra ele e combinar. Mas você também quer isso, né?

– Ahan.

Paulo ligou para Edgar, e ele ficou empolgado, marcando o esquema para o dia seguinte. Ele chegou e os três tomaram algumas cervejas. No início, Bruno estava visivelmente constrangido, mas já de pau duro. Edgar olhava para os dois o tempo todo com cara de safado, os encarando. Ele sentava com as pernas bem abertas, e mexia em sua mala o tempo todo. Depois das cervejas, Bruno já estava mais solto, e Paulo começou a beijá-lo. Eles tiraram a roupa ali mesmo no sofá, e ali começaram a transar, com Bruno sentado de pernas abertas, e Paulo ajoelhado o chupando. Bruno e Edgar se encaravam, enquanto Edgar tirava a roupa e começava a se masturbar. Ele mexia nos seus mamilos com a outra mão. De tempos em tempos, ele enfiava vários dedos dentro da boca, os lambia simulando sexo oral e depois voltava com eles molhados para seu pinto. Paulo virou Bruno de costas, ainda em cima do sofá, subiu nele e começou a comê-lo. Bruno gozou rápido, e Paulo continuou socando por um minuto e gozou em seguida. Os dois se sentaram e olharam para Edgar, que se masturbava com força e não demorou a gozar. Edgar era forte, troncudo e peludo. Seu pinto era grande, com a cabeça pequena e bem coberta pelo prepúcio.

Dias depois, Bruno perguntou a Paulo se ele já havia feito um ménage à trois. Paulo riu novamente e lhe perguntou:

– Já fiz sim, por quê?

– Por nada... Curiosidade.

– Sei, curiosidade. Você tá é querendo fazer um ménage com o Edgar.

– E se for?

– Se for, e é, a gente pode fazer, ué.

– Então fechou. Chama ele e a gente faz.

– Combinado.

Bruno tirou a roupa de Edgar empolgado, enquanto Paulo observava. Ele o beijou excitado, e chupou seu pau. Paulo então se aproximou, tirando a roupa, e deu seu pau para Bruno chupar também, enquanto beijava Edgar. Depois, Edgar foi quem chupou os dois, Primeiro o pau, depois o cu. Edgar começou a comer Bruno, na posição frango assado. Paulo veio por trás e começou a comer Edgar. Depois, Bruno começou a comer Edgar, enquanto Paulo o chupava. Por fim, Edgar se deitou de barriga para cima e Bruno passou a cavalgar nele. Paulo veio por trás de Bruno, que se deitou sobre o colo de Edgar. Paulo, então, pôs seu pinto com dificuldade no cu de Bruno, e começou a comer ele junto com Edgar. Os três terminaram sentados lado a lado, se masturbando. Depois desse dia, os três começaram a transar juntos com frequência. Meses depois, Paulo viajou para um congresso por duas semanas, e Edgar e Bruno transaram sozinhos quase todos os dias. Antes de ir, Paulo havia falado aos dois que eles podiam fazer isso. Em determinado momento, Paulo e Bruno brigaram, e ficaram sem se falar por alguns dias. Nessa ocasião, Paulo e Edgar transaram sozinhos. Quando Paulo e Bruno se reconciliaram, Bruno disse que sabia que os dois tinham transado, e que não tinha problema nenhum. Depois disso, às vezes quando um deles não queria transar, um dos dois transava com Edgar sozinho. Às vezes era Edgar quem não queria, e os dois transavam sozinhos. Às vezes um deles transava sozinho com um e depois com o outro. Edgar e Bruno praticamente passaram a morar com Paulo, dormindo na casa dele quase todos os dias.

Dois anos depois do dia em que Edgar, Paulo e Bruno haviam transado juntos pela primeira vez, os três combinaram uma viagem para uma pousada. Lá, Edgar entregou uma aliança com o nome dos três gravado do lado de dentro para cada um, e colocou uma também em seu dedo. Então, ele pediu Bruno e Edgar em casamento. Bruno reagiu:

– Como assim, casamento? Com nós dois ao mesmo tempo?

– Eu acho uma ótima ideia (disse Paulo, rindo). A gente já é praticamente casado mesmo.

– Mas não tem jeito de casar com duas pessoas ao mesmo tempo!

– A gente inventa um jeito (disse Edgar)! Eu amo vocês dois.

– Eu também amo vocês dois (disse Paulo).

– Eu também amo vocês dois (disse Bruno)...

– Então a gente casa (perguntou Edgar)?

– Mas não tem lei pra isso (disse Bruno).

– Uai, mas a gente pode fazer uma cerimônia, nem que seja simbólica (disse Paulo).

Edgar e Paulo olharam com cara de criança pidona para Bruno, que sorriu e aceitou a ideia. Seis meses depois, os dois alugaram um sítio e organizaram uma cerimônia ao pôr do sol. Eles convidaram apenas os amigos mais próximos e os familiares que sabiam e aceitavam a relação, que não eram muitos. Apenas a mãe de Edgar, algumas primas e um irmão de Paulo e a irmã e a vó de Bruno. Eles convidaram um pastor de uma igreja inclusiva que eles frequentavam para celebrar a cerimônia. Edgar foi o primeiro a caminhar em direção ao altar, de braços dados com sua mãe. Em seguida foi Paulo, de braços dados com seu irmão. Por último Bruno, de braços dados com sua avó. Esses ficaram ao lado do pastor no altar, como padrinhos. Do outro lado do altar, já estavam também um amigo de Bruno, uma amiga de Paulo e outra de Edgar, também como padrinhos. Não haviam mais do que doze outras pessoas em frente ao altar. Edgar colocou a aliança no dedo de Paulo, que colocou no dedo de Bruno, que colocou no dedo de Edgar. Os três caminharam na saída de mãos dadas. Edgar ia no meio, Paulo do seu lado esquerdo e Bruno do seu lado direito. Paulo segurava a mão direita de Bruno com sua esquerda, encontrando-a na frente do corpo de Edgar.

A amiga de Edgar que foi madrinha do casamento, concordou em ter um filho para eles. Ela já tinha dois e era divorciada. Edgar quis comê-la ao invés de fazer inseminação artificial, e os outros dois aceitaram com um pouquinho de relutância. Depois de tentarem algumas vezes, ela engravidou. Os três acompanharam de perto a gestação, e depois do parto levaram o bebê para casa, e se revezavam no cuidado dele. A mãe do bebê o visitava às vezes, mas o tratava como um afilhado. Os três brigaram na justiça durante muitos anos para que o casamento deles fosse reconhecido, e para que o filho deles tivesse o nome dos três na certidão de nascimento (até então só tinha o de Edgar). Depois de muitas refutações, quase quinze anos depois, eles conseguiram. O menino cresceu bem, sem estranhar a relação dos pais até que entrou para a escola. Voltou cheio de dúvidas sobre não ter uma mãe e ter três pais. Eles foram muito sinceros com ele e explicaram que sua madrinha e Edgar eram seus pais biológicos. A essa altura, sua madrinha havia se mudado para outro estado, e os dois se viam praticamente uma vez por ano, mas ela telefonava pra eles quase toda semana. Depois que conseguiram a vitória judicial, eles adotaram uma menina de oito anos. Ela estranhou muito a relação dos três no começo, mas acabou se acostumando.

Os três viveram juntos por vinte e cinco anos, até que Paulo morreu. Bruno e Edgar continuaram juntos por mais dois anos, mas depois se separaram. Os dois filhos já eram maiores de idade, e já moravam fora de casa.

Um conto sobre poliamor de Vanrochris Vieira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário