sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

TRADUÇÕES DE "LET IT GO"

Essa coisa de tradução de música é complicadíssima, né? Ouvi a tradução de "Let it go" para o português brasileiro e europeu, para o francês e para o castelhano. Muitas vezes elas perdem várias significados, porque é necessário substituir as expressões originais por outras que rimem.

Os dois versos que mais me incomodam por se perderem são o "Here I stand in the light of day", que remete a poder se expressar livremente à luz do dia, sem medo; e o "It's funny how some distance makes everything seems small", que remete tanto a uma questão de perspectiva ótica, quando à forma como a gente enxerga os problemas quando se distancia deles.

Mas a versão pro espanhol! Algumas partes ficaram melhores que o inglês! "El frío es parte también de mí" é muito melhor que "The cold never bothered me anyway". Aliás, esse é o único verso que eu não gosto na versão original. Como assim o frio não incomoda se ele representa, além daquilo que não é aceito pela sociedade, também a própria rejeição dela a essa característica? Falar que essa característica faz parte da personagem (e por isso não pode ser mudada) é muito melhor! E o "Ideas nuevas pronto cristalizaré"? Muito melhor do que o "And one thought crystallizes like an icy blast"! Porque fala de mudar a forma de ver as coisas, ao invés de apenas reforçar que ela não vai voltar. No inglês, o verso seguinte, que remete a que pensamento é esse é "I never going back, the past is in the past", sentido que também se mantém no espanhol, assim como os demais que se perdem em outras traduções.

São sentido novos que não existiam no original e foram acrescidos a ele pela tradução, que também mantém os sentidos previamente existentes! Muito amor.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

EU TENHO FOBIA DE HOMENS HÉTEROS CISGÊNERO

Sabe esses caras que coçam o saco, cospem no chão e riem alto comentando sobre a beleza de alguma mulher? Sabe esses caras que gritam sem camisa o nome do time de futebol e ficam zuando expansivamente um ao outro por causa do time para o qual o outro torce? Pois é, eu não gosto desses caras. Eu olho pra eles e meu estômago embrulha. Eu me sinto com raiva, com vontade de sair de perto.

Eu nunca matei nenhum homem hétero cisgênero, nem tenho vontade de fazer isso. Eu nunca agredi nenhum homem hétero cisgênero, nem tenho vontade de fazer isso. Eu nunca quis impor a qualquer homem hétero cisgênero que se comporte de uma maneira diferente, mas eu sempre desejei que eles se comportassem.

Eu sei bem de onde vem essa fobia. Vem do fato de homens como esses já terem me agredido psicologica e fisicamente, de homens como esses terem me torturado ou simplesmente me desprezado durante toda a minha infância e adolescência por eu não ser como eles. Mas vem também justamente do fato de eu ter falhado na tentativa de ser como eles.

Portanto, eu entendo exatamente como a maior parte das pessoas se sente em relação aos homossexuais. Assim como eu me sinto em relação aos homens héteros cisgênero, elas se sentem em relação a homens como eu, com uma performance de gênero tida como "afeminada".

Assim como eu me incomodo quando o cara coça o saco e cospe no chão, elas se incomodam quando caras como eu falam com voz aguda e rebolam ao andar. Assim como eu sinto o estômago embrulhando quando vejo os caras rindo ao comentar sobre a beleza de uma mulher, elas sentem quando vêem caras como eu beijando outros caras. Assim como eu gostaria que esses caras se comportassem de forma diferente, elas também gostariam que nós nos comportássemos.

Os motivos delas são outros: o medo de ser assim, de ter um filho assim, de sofrer as sanções que pessoas assim sofrem. O principal motivo da homofobia da minha mãe era o medo de eu ser agredido na rua. Ela não queria que eu fosse gay para que isso não acontecesse.

A verdade é que todos nós somos homofóbicos em algum grau. Eu mesmo me incomodo quando vejo dois homens de mãos dadas num lugar muito movimentado. Sinto como se algo estivesse errado. É claro, aprendemos desde sempre que isso é errado e essas coisas não saem da gente assim tão fácil. 

Nenhum de nós tem a obrigação de ser um ser magnânimo. Todos temos o direito de sermos pessoas que possuem também sentimentos ruins. Mas podemos alimentar esses sentimentos, ou tentar fazer alguma coisa para superá-los.

Eu não alimento minha fobia por homens héteros cisgênero. Não faço campanha para que eles mudem seu comportamento, nem defendo que minha aversão a esse comportamento é natural e que não precisa ser trabalhada. Pelo contrário, eu procuro, dentro dos meu limites, olhar pra eles com a maior complacência possível e me esforçar para achar normal o jeito deles se comportarem.

Quem tem alguma aversão por homossexuais também deveria procurar superar isso, e não defender ou alimentar tal aversão.

Agora, assim como eu não mato, agrido ou luto contra o direito à livre expressão dos homens héteros cisgênero, ninguém tem o direito de fazer essas coisas em relação a homossexuais.

Mas sejamos tolerantes como defendemos que os outros sejam. Se o fulano quer continuar cultivando seus sentimentos ruins, desde que ele não faça nada dessas coisas que nos afligem objetivamente, ele tem todo o direito. Eles não podem mandar no que sentimos, nós não podemos mandar no que eles sentem. Vamos todos nos respeitar, e ser intolerantes apenas com atos objetivos de intolerância?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O PERIGO DO FASCISMO GAYZISTA

Na imagem, deputada e travesti Marquete Feliciana pedindo contribuições para a sua boate gay.

Eu sou evangélico e resolvi escrever um texto para demonstrar minha indignação. Acho incrível que depois de tudo o que passamos por conta dos gays, eles ainda tenham a coragem de nos acusar de intolerância. 

Todos os anos, cerca de 300 evangélicos são mortos no Brasil, apenas por serem evangélicos. Até o ano passado, nós não tínhamos o direito ao casamento civil, e ainda continuamos sem ter o direito de celebrar nossos casamentos em boates gays. E o pior: ainda não estamos seguros para nos expressar livremente nos espaços públicos. Os gays acham que seus filhos se tornarão evangélicos caso nos vejam “dando pinta de crente” nas ruas ou na televisão.

Eu me lembro quando contei para meus pais que eu era evangélico. Foi muito doloroso, porque eles reagiram muito mal. Tão dolorosa quanto foi a vez em que eu fui espancado na saída da escola, apenas por ser evangélico. Todos nós evangélicos passamos por coisas horríveis como essa. Por isso, muitos de nós ficamos na “arca”, ou seja, não contamos para ninguém sobre a nossa religião.

Os gays dizem que queremos privilégios. Não queremos, queremos apenas ter os meus direitos que eles têm. Por isso, queremos uma lei que proíba agressões evangelicofóbicas, mas eles estão tomando conta do Congresso (são mais de 70 deputados gays contra apenas um evangélico) e derrubaram esse projeto. Eles chegaram ao absurdo de tomarem a Comissão de Direitos Humanos, apenas para impedir que conseguíssemos avanços na militância PPNA (Protestantes, Pentecostais, Neopentecostais e Adventistas). 

Nas boates gays, as travestis ensinam que ser evangélico é errado, que gay evangélico não vai pra dark room. Elas chegam ao absurdo de argumentar que se todas as pessoas se tornarem evangélicas, a humanidade vai acabar, porque, segundo elas, nós consideramos o sexo algo errado.

A verdade é que nem eu, nem ninguém escolhe ser evangélico. Por isso não é uma opção religiosa, e sim uma orientação religiosa. Eles insistem em usar o termo evangelismo para designar nossa religião. Mas esse termo é muito pejorativo, pois remete a um momento histórico no qual a evangelidade era considerada uma doença.

Por isso, eu advirto vocês, irmãos, tomem cuidado com discursos de ódio como o da deputada travesti Marquete Feliciana, ou da travesti Silete Malafaioca.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

SONHO DE INFÂNCIA: 718 POKÉMON!

Hoje completei um sonho de infância: capturar todos os pokémon! =)



sábado, 8 de fevereiro de 2014

É COMPLICADO, MAS É SIMPLES

Achei esse esqueminha sobre diversidade sexual, que é muito bom, por ser muito objetivo e de fácil leitura. Os termos estão um pouco diferentes do glossário que eu postei anteriormente. O termo "neutro", para identidade de gênero, aqui está como "queer". O uso do termo "queer" na questão da identidade é coerente com seu uso na questão da performance, já que é um termo que se refere à quebra de barreiras entre os gêneros. No geral, os termos estão simplificados: "orientação" no lugar de "orientação sexual", "sexo" no lugar de "sexo biológico", "gênero" no lugar de "identidade de gênero". Já o termo "performace de gênero" aqui está substituído por "expressão", mas também não há contradição, já que "performance" e "expressão" são praticamente sinônimos.