terça-feira, 2 de abril de 2013

O PROBLEMA DO SEXISMO NOS BANHEIROS

Eu resolvi inventar um jeito de ser mais feminista nos meus textos feministas. Me lembrei da palavra “menine”, que se usa na Internet pra falar sobre um jovem andrógeno. Então pensei em usar o E como terminação em todas as palavras marcadas pelo gênero a partir do A ou do O. No artigo, para não confundir com a conjunção, vou usar o U. Este texto vai funcionar como um teste para ver se essa ideia gera algo legível. Assim sendo, por favor, me deem retorno depois de lerem, amigues!

Nosse sociedade é sexista du ponta du cabelo au dedão du pé. Nosse gênero é imposte a nós assim que nosses órgãos sexuais começam a se formar, ainda durante u gestação. E isse é tudo que importa: se temos buceta ou pinto. Se temos buceta, vamos gostar de cor-de-rosa, de brincar de boneque e de cozinhar. Vamos ser vaidoses, sensíveis e delicades. Se temos pinto, vamos gostar de azul, de brincar de carrinho e de jogar futebol. Vamos ser fortes, violentes e objetives.

Depois desse socialização primárie, u história continua nu escola. Lá tem um fila para menines com pinto e outra para menines com buceta. Us banheiros também são diferentes para cada um dus dois grupos. Afinal, seria um absurde menines com pinto frequentarem u mesme banheiro que menines com buceta. Primeire porque us menines com pinto são potenciais estupradores por natureza. Se eles verem um buceta nu frente deles, vão imediatamente querer colocar seus pintos dentro. Então é melhor evitar qualquer situação nu qual esse possibilidade exista, pelu menos estando eles desacompanhades de adultes. Segunde porque menines com buceta são naturalmente atraídes sexualmente por menines com pinto, e não com buceta como eles, e vice-versa. Obviamente, us dois argumentos que apresentei são irôniques.

Primeire, quando um pessoa vai au banheiro, ele não tem u mínime necessidade de ficar nu em frente aus outres. Mesme em vestiários, existe sempre u possibilidade de construirmos cabines de banho individuais, onde us pessoas possam se lavar, se secar e se vestir sem entrar em contato com ninguém. E u espaço necessárie para isse é pouco maior que u de vestiários coletives. Basta fazer corredores grandes, com cabines fines, e colocar dentro de cada um deles um chuveiro separade du resto du espaço por um box, além de um banquinho e ganchos du outre lado. U caso de cabines individuais para necessidades fisioloques é ainda mais fácil de resolver, basta eliminar us mictórios.

Segunde, cerca de dez por cento dus pessoas se sentem atraídes sexualmente por pessoas que tenham u mesme órgão sexual que eles, logo, segundo u lógica anteriormente empregade de forma irônique, banheiros dividides pelu órgão sexual dus pessoas favoreceriam u desenvolvimento du homossexualidade. Portanto, a fim de evitar qualquer contato sexual entre us crianças, de qualquer maneira se faria necessárie construir cabines individuais, tanto para necessidades fisiológiques quanto para banhos. No mais, poderíamos discutir se deveríamos ou não tolher u sexualidade dus crianças desse maneira, mas, para efeitos pratiques, nos limitemos aqui a aceitar esse pressuposto.

U divisão du banheiro pelu órgão sexual du usuárie tem ainda outre problema série: como adequar us banheiros para u uso pelus travestis e transexuais? Afinal, eles se comportam como se tivessem buceta quando na verdade têm pinto, ou vice-vera. Eliminar esse divisão simplesmente resolveria mais esse problema.

É claro que fazer esse mudança seria problemátique devido au fato de alguns pessoas não se sentirem confortáveis com ele. Mas não precisaria ser algo feite de um vez só. Poderíamos começar criando banheiros úniques au lado dus banheiros tradicionais, antes de us substituir de vez. Também poderíamos começar a fazer isso em ambientes frequentades por adultes, já totalmente responsáveis por seus ações, que não precisam ser vigiades, como nas faculdades.

Eu sou um pessoa com pinto, atraíde sexualmente por outrus pessoas com pinto, e um dus meus maiores sonhos é viver em um mundo cada vez menos sexiste.